O sucesso dos outros parece lembrar-nos, evidenciar-nos, onde nós falhámos. a comparação é (quase) inevitável, mas se não servir de alavanca não tem qualquer propósito útil e é apenas destrutivo.
mas, afinal o que é o sucesso?
de que forma o definimos? -por comparação, imagino.
por comparação com aquilo/ aqueles que julgamos terem trilhado um caminho semelhante e que "no fim" chegaram à meta. e nós não. perdemo-nos por "becos lamacentos" e vislumbramos o sucesso dos outros. e esses outros, parecem estar lá apenas para nos mostrarem que nem sequer imaginamos onde está a meta. se apenas lá estão para isso, para quê olhar sequer para eles.
abstracção daquele que foi um caminho comum. eles -os outros com sucesso, ainda que esta autora ainda não tenha uma definição ou sequer concepção do que isso é- seguiram o seu caminho e se já não caminham connosco e já atingiram a sua meta porque insistem em -ou seremos nós que insistimos?, creio mais na última- porque insistimos em olhar para o seu trajecto ou porque teimam eles em que o seu caminho é o nosso caminho.
um percurso que se faz caminhando. não podemos permitir que a frustração de não termos atingido aquela meta nos bloqueie o nosso caminho. que nos bloqueie. saber quando ouvir. saber quem ouvir. ouvir a "Voz interior"; sobretudo, escutar a nossa voz. um trajecto de realização e sucesso pessoal. sem comparações. por mais difícil que nos parece. caminhar. "chega-se mais longe quando não sabemos qual a meta" (qq coisa assim, e não sei quem foi o filósofo ateu que a disse)
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
"the thin line between love and hate"
Estamos no mês de férias por excelência. por excelência, no sentido em que a maioria das pessoas/ empresas/ instituições estão de férias.
Verificam-se muitos sinais indicativos de que estamos em férias.
Por onde começar. Um bastante evidente, penso que quer em meios urbanos quer rurais, eventualmente mais evidente em meios rurais. a mudança da fauna nas estradas. bem ao estilo de "Goodbye Lenin!", antes e depois da queda. utilizo aqui, certamente, uma hipérbole, mas não tanto assim. os nossos carros. de decrépitos e velhos e modestos -não contando com as excepções e por isso é que talvez (?!) cada vez mais o nosso país se assemelha a um país da américa latina. -faço um aparte: como é possível em democracia nos sentirmos tão impotentes e continuarmos a debitar as balelas dos nossos pais: são todos iguais, querem é tacho, e por aí a fora. como é possível elegermos tantos políticos que acreditamos desonestos? corruptos? dizem os entendidos que mais nos interessa a sua obra. mas eu pergunto, com as devidas excepções e com votos de parabéns a quem os merece, mas que obras?!; e ainda, vivemos num país em que "mais vale parecer que ser" (num mundo?!), "mais vale ter do que ser". por menos do que uma unha do que o nosso reverendíssimo, o santana foi crucificado. não, não é pena. nem sequer acredito que ele fosse o salvador. mas, como é possível uma pessoa/ um político ficar imune a tantos tiros na sua reputação?! pensei que só mesmo o Chavez e afins ou como tanto gostamos de criticar, por não ser fiel por mostrar mamas e talvez por outras coisas que essas sim, mereçam revolta numa democracia, o Berlusconi. ah, mas fá foi costureiro -sem ofensa para nenhum. perco-me. frequentemente me perco. e falava da fauna das estradas. de matrículas portuguesas, passámos para matrículas made in Luxembourg, made in Switzerland e made in France. parecemos um país próspero. avalia-se a prosperidade pela capacidade de consumo. não tenho nada contra (?!) o capitalismo, mas dizem que se todos consumissem como os europeus e os americanos (do norte) seriam precisos mais uns quantos planetas terra. afigurasse-me negativo.
prefiro a mudança de fauna que senti no meio urbano. ah, os turistas. e num país com tanta potencialidade, tão maltratado está. no metro, querem comprar bilhetes para seguir para uma praia. não sabem como e não há ninguém profissional que os informe. não falam a língua e nem o inglês parecem dominar. valha-nos a nossa hospitalidade (?!) -pelo menos para com quem nos parece merecer!! quem tem pratas- e lá consigo comprar os bilhetes para a família. de resto, ainda perdi dinheiro. valha-nos a santa dos tansos!
pensava em estatísticas de literatura. não é a 1ª vez que penso "nesta cena". o nosso país em comparação com alguns dos nossos primos ricos, (ainda) mantém as legendas. tal não é contabilizado para as estatísticas, mas talvez devesse ser. falo sério, mané. ´parece que apesar de tudo mantemos alguma sensatez. não só não nos lembrámos de descaracterizar os actores, alterando-lhes a voz e a linguagem, como ainda temos a vantagem de ver e simultaneamente ler. aposto que nisso somos melhores que os franceses e os alemães!! não digam que é insignificante, porque não é.
também, e infelizmente com as muitas excepções, e aqui depende do referencial e da carteira de cada um (que infelizmente e na maioria parece cada vez menos recheada), temos dos melhores médicos, um sistema de saúde ainda bastante socialista e alguma/ muita (?!) arbitrariedade.
a justiça e a educação, pilares fundamentais de uma democracia e do desenvolvimento de um país, parecem cada vez mais debilitadas. ou lhes dão um medicamento forte, ou realmente, ainda nos recortam daqui para fora e nos enviam para outro continente.
outro título possível, conversas de café. o pior é que a falar-se se é que se fala, é a descrença total; a ausência de força, coragem, crença, que como um todo podemos fazer melhor, que individualmente podemos ser mais!! -foi preciso um brasileiro para nos lembrarmos que temos uma bandeira. ainda só/já só vibramos com o futebol?!
e ainda assim, será certamente humano, preocuparmo-nos com as nossas necessidades fundamentais...
Verificam-se muitos sinais indicativos de que estamos em férias.
Por onde começar. Um bastante evidente, penso que quer em meios urbanos quer rurais, eventualmente mais evidente em meios rurais. a mudança da fauna nas estradas. bem ao estilo de "Goodbye Lenin!", antes e depois da queda. utilizo aqui, certamente, uma hipérbole, mas não tanto assim. os nossos carros. de decrépitos e velhos e modestos -não contando com as excepções e por isso é que talvez (?!) cada vez mais o nosso país se assemelha a um país da américa latina. -faço um aparte: como é possível em democracia nos sentirmos tão impotentes e continuarmos a debitar as balelas dos nossos pais: são todos iguais, querem é tacho, e por aí a fora. como é possível elegermos tantos políticos que acreditamos desonestos? corruptos? dizem os entendidos que mais nos interessa a sua obra. mas eu pergunto, com as devidas excepções e com votos de parabéns a quem os merece, mas que obras?!; e ainda, vivemos num país em que "mais vale parecer que ser" (num mundo?!), "mais vale ter do que ser". por menos do que uma unha do que o nosso reverendíssimo, o santana foi crucificado. não, não é pena. nem sequer acredito que ele fosse o salvador. mas, como é possível uma pessoa/ um político ficar imune a tantos tiros na sua reputação?! pensei que só mesmo o Chavez e afins ou como tanto gostamos de criticar, por não ser fiel por mostrar mamas e talvez por outras coisas que essas sim, mereçam revolta numa democracia, o Berlusconi. ah, mas fá foi costureiro -sem ofensa para nenhum. perco-me. frequentemente me perco. e falava da fauna das estradas. de matrículas portuguesas, passámos para matrículas made in Luxembourg, made in Switzerland e made in France. parecemos um país próspero. avalia-se a prosperidade pela capacidade de consumo. não tenho nada contra (?!) o capitalismo, mas dizem que se todos consumissem como os europeus e os americanos (do norte) seriam precisos mais uns quantos planetas terra. afigurasse-me negativo.
prefiro a mudança de fauna que senti no meio urbano. ah, os turistas. e num país com tanta potencialidade, tão maltratado está. no metro, querem comprar bilhetes para seguir para uma praia. não sabem como e não há ninguém profissional que os informe. não falam a língua e nem o inglês parecem dominar. valha-nos a nossa hospitalidade (?!) -pelo menos para com quem nos parece merecer!! quem tem pratas- e lá consigo comprar os bilhetes para a família. de resto, ainda perdi dinheiro. valha-nos a santa dos tansos!
pensava em estatísticas de literatura. não é a 1ª vez que penso "nesta cena". o nosso país em comparação com alguns dos nossos primos ricos, (ainda) mantém as legendas. tal não é contabilizado para as estatísticas, mas talvez devesse ser. falo sério, mané. ´parece que apesar de tudo mantemos alguma sensatez. não só não nos lembrámos de descaracterizar os actores, alterando-lhes a voz e a linguagem, como ainda temos a vantagem de ver e simultaneamente ler. aposto que nisso somos melhores que os franceses e os alemães!! não digam que é insignificante, porque não é.
também, e infelizmente com as muitas excepções, e aqui depende do referencial e da carteira de cada um (que infelizmente e na maioria parece cada vez menos recheada), temos dos melhores médicos, um sistema de saúde ainda bastante socialista e alguma/ muita (?!) arbitrariedade.
a justiça e a educação, pilares fundamentais de uma democracia e do desenvolvimento de um país, parecem cada vez mais debilitadas. ou lhes dão um medicamento forte, ou realmente, ainda nos recortam daqui para fora e nos enviam para outro continente.
outro título possível, conversas de café. o pior é que a falar-se se é que se fala, é a descrença total; a ausência de força, coragem, crença, que como um todo podemos fazer melhor, que individualmente podemos ser mais!! -foi preciso um brasileiro para nos lembrarmos que temos uma bandeira. ainda só/já só vibramos com o futebol?!
e ainda assim, será certamente humano, preocuparmo-nos com as nossas necessidades fundamentais...
Shiny
exposição mediática empobrecedora.
estando num hospital psiquiátrico, quem autorizou a publicação.
o que se "aprendeu" com aquela exposição quase circence.
"playtime"
e programas sérios enriquecedores, que iluminem os recantos escuros das nossas mentes.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
honestidade fingida
"o poeta é um fingidor
que chega a sentir a dor
que finge que deveras sente"
Pessoa (adaptado)
ser honesto consigo próprio. ser honesto, autêntico. "este é o último momento. despertai."
que chega a sentir a dor
que finge que deveras sente"
Pessoa (adaptado)
ser honesto consigo próprio. ser honesto, autêntico. "este é o último momento. despertai."
If there is something that i can teach you...
...about my own experience, is what not to do. which is (provably) a lot.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
blame canada (non sense)
Há autores que dizem que um personagem foge ao seu controlo. Na minha tonta opinião, esse é o caso de Deckard. ou o autor (leia-se realizador) ainda não sabia se queria que ele fosse um "humano" ou um humano com limitado curto tempo de vida ou então Deckard escapou-se-lhe. ou não quererei eu ver que ele o é?
-bem, já vi o filme pela 2ª vez. desta feita, com a "visão moldada" para que ele o fosse. uma máquina humana. e ainda assim. não consegui ver. vi alguns indícios que apontariam que outras pessoas o julgavam um "não-humano". poderá ele ser? ficar-me-ei pela minha confabulação?
O filme. vi-o depois de Inteligência Artificial, depois de I robot (!), depois de, depois de 28 anos. parece tanto e no entanto tão pouco. e nos 80, os 2000 pareciam tão distantes. revolucionário? -será, talvez. numa altura ou não em que ainda faz sentido. a humanidade. discutir/ reflectir o que nos faz humanos. e assusta-me (?!) mais que cada vez mais se pretenda um humano robotizado e não o contrário. e de resto talvez seja isso que é reflectido naqueles filmes. eu sou da geração x (!!). não li os livros. não fiquei com vontade de ler os livros, mas ainda bem que alguém os escreveu e que esses foram para a "grande tela"; nos dias que correm cada vez mais pequena e já não tela. perde-se o ritual, a envolvência e a magia...e um pouco da humanidade do cinema!!
"I want more life father...
...the facts of life..."
Blade Runner, 1982, Ridley Scott, quase assombrante Rutger Hauer, fantástico guarda-roupa de Rachael
-bem, já vi o filme pela 2ª vez. desta feita, com a "visão moldada" para que ele o fosse. uma máquina humana. e ainda assim. não consegui ver. vi alguns indícios que apontariam que outras pessoas o julgavam um "não-humano". poderá ele ser? ficar-me-ei pela minha confabulação?
O filme. vi-o depois de Inteligência Artificial, depois de I robot (!), depois de, depois de 28 anos. parece tanto e no entanto tão pouco. e nos 80, os 2000 pareciam tão distantes. revolucionário? -será, talvez. numa altura ou não em que ainda faz sentido. a humanidade. discutir/ reflectir o que nos faz humanos. e assusta-me (?!) mais que cada vez mais se pretenda um humano robotizado e não o contrário. e de resto talvez seja isso que é reflectido naqueles filmes. eu sou da geração x (!!). não li os livros. não fiquei com vontade de ler os livros, mas ainda bem que alguém os escreveu e que esses foram para a "grande tela"; nos dias que correm cada vez mais pequena e já não tela. perde-se o ritual, a envolvência e a magia...e um pouco da humanidade do cinema!!
"I want more life father...
...the facts of life..."
Blade Runner, 1982, Ridley Scott, quase assombrante Rutger Hauer, fantástico guarda-roupa de Rachael
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